Conheça os principais tipos de farinha de trigo e descubra como usá-los nas suas receitas
Quando o assunto é preparar bolos, pães, massas ou biscoitos, muita gente usa “qualquer farinha de trigo” achando que todas são iguais — mas não são! Cada tipo possui características específicas, principalmente relacionadas ao teor de proteína e à capacidade de formar glúten. Isso influencia diretamente na textura, estrutura e resultado final da sua receita.
O glúten se forma quando as proteínas da farinha entram em contato com a água e são trabalhadas pela ação do fermento e da manipulação da massa. É essa rede elástica que retém ar e garante crescimento e maciez.
No Brasil, o Ministério da Agricultura estabelece uma classificação oficial que ajuda a entender melhor qual farinha usar para cada preparo.
Classificação oficial das farinhas de trigo
Grupo Doméstico
Indicado para uso no dia a dia da cozinha caseira.
- Tipo 1
Teor mínimo de 7,5% de proteína.
Ideal para: pães simples, bolos, massas de pastel, pizza e confeitaria em geral. - Tipo 2
Teor mínimo de 8% de proteína.
Indicada para: biscoitos, cookies e waffles. Costuma deixar as massas mais estruturadas. - Integral
Teor mínimo de 8% de proteína.
Produzida a partir da moagem completa do grão, é rica em fibras e absorve mais água.
Usos: pães integrais, bolos mais rústicos e massas nutritivas.
Grupo Industrial
Utilizadas em larga escala por padarias e indústrias.
- Tipo único
Teor de proteína acima de 8%.
Muito usada para pães, massas de fermentação natural e produtos que exigem força e elasticidade.
Como o grão de trigo influencia a qualidade da farinha
Para entender por que cada farinha tem um comportamento diferente, vale conhecer as partes do grão:
- Farelo: camada externa rica em fibras.
- Endosperma: parte intermediária rica em proteína — responsável pela formação do glúten.
- Gérmen: núcleo do grão, com gorduras e vitaminas.
Dependendo de como esses elementos são moídos e combinados, surgem farinhas mais leves ou mais nutritivas.
- Farinha branca: produzida principalmente com o endosperma. É mais leve, clara e tem bom potencial de formação de glúten.
- Farinha integral: obtida da moagem do grão completo. Tem mais fibras, nutrientes e sabor marcante, mas tende a deixar as massas mais densas.
Como é a produção de trigo no Brasil
O trigo é uma cultura de clima frio, e por isso os estados do Paraná e Rio Grande do Sul lideram a produção nacional, somando cerca de 86% do total. Há também cultivos em regiões mais quentes, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, graças ao uso de rotação de culturas.
Apesar disso, o país ainda depende fortemente de importações — aproximadamente 60% do trigo consumido vem de fora, principalmente da Argentina. Fatores climáticos e oscilações internacionais, somados aos impactos pós-pandemia, têm influenciado diretamente o preço da farinha, que apresentou alta expressiva nos últimos meses.
Os principais motivos para essa dependência incluem:
- baixa rentabilidade em comparação a outras culturas, como soja e milho;
- variações climáticas que prejudicam a produtividade nacional.
Qual farinha usar? Teste até encontrar o melhor resultado
Com tantas opções disponíveis, não existe uma regra absoluta. A verdade é que cada marca e tipo pode reagir de maneira diferente conforme a receita.
A dica é simples: experimente. Ajuste quantidades, teste farinhas de outras marcas e observe como cada uma se comporta. Esse processo de tentativa e erro é o melhor caminho para descobrir qual farinha entrega o resultado que você deseja — seja um pão super macio, uma massa crocante ou um bolo fofinho.
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